Bhagavad-gÄ«tÄ, o caminho para a autorrealização
- Vana Madhuryam Brasil
- 15 de jan.
- 23 min de leitura

ÅrÄ«la BhaktivedÄnta Vana GosvÄmÄ« MahÄrÄjaĀ
18 de julho de 2024, JaraguĆ” do Sul, Brasil
Neste mundo material, nós temos muito tempo para gastar e de diversas maneiras, mas, quando o assunto Ć© espiritualidade, o tempo parece sempre curto. Ainda assim, precisamos ouvir hari-kathÄ, as narrativas sobre o Senhor, pois Ć© assim que o nosso coração se purifica. Estamos reunidos neste belo local, especialmente preparado para a recitação doĀ Bhagavata-gÄ«tÄmį¹tam, e este ambiente Ć© muito auspicioso e favorĆ”vel para ouvir as palavras da Bhagavad-gÄ«tÄ. No mundo material, as pessoas em geral se envolvem em inĆŗmeras atividades materialistas, porĆ©m, ao ouvir as palavras da Bhagavad-gÄ«tÄ, elas ficam protegidas da ilusĆ£o deste mundo, mÄyÄ.Ā
O significado da palavra āgÄ«tÄā
O que significa gÄ«tÄ? A palavra āgÄ«ā vĆŖm de āgį¹hÄ«te gÄ«yate trayate iti gÄ«tÄā. Gį¹hÄ«te significa que, ao glorificar o Senhor, a pessoa Ć© protegida da ilusĆ£o. Na GÄ«tÄ estĆ” dito: āÅrÄ« kį¹į¹£į¹a uvÄcaā, significando que o próprio Senhor instruiu Arjuna diretamente. Kį¹į¹£į¹a Se manifestou na forma de Åabda-brahman, a vibração transcendental, que Ć© muito poderosa.Ā
Existem dois tipos de som (Åabda): o material e o transcendental. Neste mundo, o que falamos uns aos outros Ć© o som material, chamado de Åabda-sÄmÄna, e essa vibração atinge apenas o corpo e a mente. Por exemplo, se eu glorificar vocĆŖs, ficarĆ£o felizes, mas se eu usar palavras duras, ficarĆ£o chateados. PorĆ©m, essa vibração material diz respeito somente ao corpo e Ć mente, ou seja, ela atinge o corpo denso, que Ć© fĆsico, e o corpo sutil, que Ć© mental. A ÅrÄ«mad Bhagavad-gÄ«tÄĀ explica que o corpo Ć© formado por cinco elementos e, dentro dele, hĆ” o corpo sutil, constituĆdo de mente, inteligĆŖncia, ego e citta (coração/consciĆŖncia). O som material vibra apenas em nosso corpo material, tanto denso quanto sutil. Quando um cantor muito talentoso se apresenta em sua cidade, as pessoas podem ou nĆ£o entender o que ele canta, mas quando o ritmo sai de sua boca, todos se levantam e comeƧam a danƧar e cantar, nĆ£o Ć© verdade? Talvez vocĆŖs compreendam a letra, talvez nĆ£o, mas a vibração gera um efeito em seus corpos e em suas mentes. Assim, milhares de pessoas se reĆŗnem para cantar e danƧar.
HĆ” ainda o Åabda-brahman, a vibração transcendental, que atinge o corpo fĆsico, a mente e a alma (ÄtmÄ). Enquanto o som material, Åabda-sÄmÄna, nĆ£o toca a alma, o som espiritual, Åabda-brahman, a alcanƧa. Portanto, gÄ«tÄ significa: āgį¹hÄ«te gÄ«yate trayate iti gÄ«tÄĀ ā ao glorificar o Senhor, vocĆŖs ficarĆ£o protegido de mÄyÄ.ā Neste mundo material, mÄyÄ, a potĆŖncia ilusória do Senhor, Ć© muito poderosa. IlusĆ£o Ć© aquilo que nĆ£o Ć© verdade, mas que as pessoas passam a pensar que Ć©. Ćs vezes, quando estamos dirigindo ao meio-dia, no sol escaldante, olhamos para a estrada e, pelo reflexo da luz solar, parece que existem ondas de Ć”gua do mar no asfalto. No entanto, isso Ć© apenas uma ilusĆ£o. Da mesma maneira, mÄyÄ cria a ilusĆ£o e faz o que nĆ£o Ć© verdade parecer real. Por esse motivo, Kį¹į¹£į¹a disse: āArjuna, ouƧa com atenção.ā
daivÄ« hy eį¹£Ä guį¹a-mayÄ«
mama mÄyÄ duratyayÄ
mÄm eva ye prapadyante
mÄyÄm etÄį¹ taranti te
Bhagavad-gÄ«tÄĀ (7.14)
[āEsta Minha energia divina, que consiste dos trĆŖs modos da natureza material, Ć© difĆcil de ser suplantada. Mas aqueles que se renderam a Mim podem facilmente transpĆ“-la.ā]
VocĆŖs precisam aprender esse Åloka, caso contrĆ”rio, mÄyÄ os influenciarĆ”. Esse verso Ć© muitĆssimo importante em nossa vida espiritual. Nele, Kį¹į¹£į¹a diz: āĆ Arjuna, Minha daivÄ« mÄyÄ Ć© muito poderosa e ninguĆ©m pode conquistĆ”-la. Somente aquele que se rende completa e absolutamente aos Meus pĆ©s de lótus poderĆ” vencĆŖ-la.āĀ
Voltando ao significado da palavra gÄ«tÄ, ātÄā significa ātrayateāĀ ā protegido de mÄyÄ. Para proteger-se de mÄyÄ, Ć© necessĆ”rio render-se completa e absolutamente aos pĆ©s de lótus do Senhor ā isso Ć© muito importante. Se vocĆŖs recitarem os versos da Bhagavad-gÄ«tÄ diariamente, ficarĆ£o protegidos de mÄyÄ, pois essa escritura sagrada Ć© uma manifestação direta da boca de lótus do Senhor, Åabda-brahman.
Bhakti-yoga, o yoga da devoção
O Senhor Supremo, BhagavÄn, apresentou todas essas conclusƵes filosóficas, tattva, a Arjuna na Bhagavad-gÄ«tÄ. Nos dezoito capĆtulos da GÄ«tÄ, Ele nomeou os dezoito nomes do yoga, sendo trĆŖs deles proeminentes: karma-yoga, bhakti-yogaĀ e jƱÄna-yoga. Karma-yogaĀ Ć© descrito do primeiro ao sexto capĆtulo, bhakti-yogaĀ do sĆ©timo ao dĆ©cimo segundo, correspondendo aos capĆtulos centrais, e jƱÄna-yogaĀ do dĆ©cimo terceiro ao dĆ©cimo oitavo. Bhakti ocupa os capĆtulos centrais porque karma e jƱÄna nĆ£o sĆ£o ramificaƧƵes de bhakti; eles nĆ£o podem, de forma independente, produzir qualquer fruto sem estar sob o abrigo de bhakti.
kevala jƱÄna āmuktiā dite nÄre bhakti vine
kį¹į¹£į¹onmukhe sei mukti haya vinÄ jƱÄne
ÅrÄ« Caitanya-caritÄmį¹taĀ (Madhya-lÄ«lÄĀ 22.21)
[āO conhecimento especulativo por si só, sem o serviƧo devocional, nĆ£o Ć© capaz de conceder a libertação. Por outro lado, mesmo sem conhecimento, uma pessoa pode alcanƧar a libertação se estiver dedicada em serviƧo devocional ao Senhor.ā]
Agora, irei discorrer sobre o significado de bhakti. āBhajate savate iti bhaktiā ā a palavra em sĆ¢nscrito bhajate significa servir, ou refere-se ao humor de serviƧo. Quando vocĆŖs servem alguĆ©m, essa pessoa automaticamente te abenƧoa; essa Ć© a natureza das coisas. No MahÄbhÄrata, observamos que dois grupos estavam presentes no campo de batalha de Kurukį¹£etra: os filhos de PÄį¹įøu, chamados PÄį¹įøavas, e os filhos de Dhį¹tarÄį¹£į¹ra, chamados Kauravas. Esses dois grupos opostos chegaram ao campo de batalha para estabelecer a Verdade Absoluta, o dharma, a religiosidade ā que Ć© perfeito e precisava ser restabelecido. Kį¹į¹£į¹a disse a Arjuna: āSeu objetivo principal nĆ£o Ć© jaya, vitória, nem parÄjaya, derrota.ā Quando uma partida de futebol, como a Copa do Mundo, estĆ” acontecendo, por exemplo, vocĆŖs nĆ£o sabem quem sairĆ” vencedor. A seleção brasileira pode ser a mais poderosa e jogar contra a Argentina ou a Alemanha, mas a vitória ou a derrota nĆ£o estĆ” em suas mĆ£os. Similarmente, Kį¹į¹£į¹a disse a Arjuna: āA derrota e a vitória nĆ£o estĆ£o em suas mĆ£os. VocĆŖ tem o direito de praticar as suas aƧƵes e cumprir seus deveres (karma), mas sou Eu quem concede o fruto.ā
karmaį¹y evÄdhikÄras te
mÄ phaleį¹£u kadÄcana
mÄ karma-phala-hetur bhÅ«r
mÄ te saį¹ go āstv akarmaį¹i
Bhagavad-gÄ«tÄĀ (2.47)
[āVocĆŖ tem o direito de executar seu dever prescrito, mas nĆ£o tem o direito aos frutos da ação. Jamais se considere a causa dos resultados de suas atividades, e jamais se apegue ao nĆ£o-cumprimento do seu dever.ā]
sukha-duįø„khe same kį¹tvÄ
lÄbhÄlÄbhau jayÄjayau
tato yuddhÄya yujyasva
naivaį¹ pÄpam avÄpsyasi
Bhagavad-gÄ«tÄĀ (2.38)
[āLute pelo simples fato de lutar, sem levar em consideração felicidade ou aflição, perda ou ganho, vitória ou derrota ā e, adotando este procedimento, vocĆŖ nunca incorrerĆ” em pecado.ā]
O agricultor, por exemplo, cultiva o campo e planta trigo, arroz e diversas outras sementes, deixando-o completamente verde. No Brasil hĆ” muitos campos de arroz, assim como na Bengala, onde nasci. Como agricultores, vocĆŖs podem plantar diversos alimentos, como cana-de-açúcar, soja, feijĆ£o, trigo, arroz ou milho, mas o quanto colherĆ£o nĆ£o depende de vocĆŖs. Em um determinado momento, o plantio pode estar perfeito e pronto para a colheita, mas, um dia antes, uma tempestade pode destruir tudo. Assim, como serĆ” possĆvel colher os frutos da plantação? Muitas pessoas que vivem na cidade talvez nĆ£o tenham ideia disso, mas quem jĆ” cultivou campos conhece bem essa experiĆŖncia.
Kį¹į¹£į¹a disse: āĆ Arjuna, escute atentamente. VocĆŖ nĆ£o veio ao campo de batalha de Kurukį¹£etra para se vingar dos Kauravas, como Duryodhana e Duįø„ÅÄsana. VocĆŖ veio estabelecer o dharma perfeito.ā NĆ£o Ć© nada fĆ”cil vencer os Kauravas, como Duryodhana, Duįø„ÅÄsana, Karį¹a, Bhīṣma PitÄmahÄ e Droį¹ÄcÄrya ā eles sĆ£o muito poderosos. Bhīṣma PitÄmahÄ, em especial, recebeu uma benção chamada icchÄmį¹tyu, que lhe permite escolher o momento exato de sua própria morte; dessa forma, ninguĆ©m poderia matĆ”-lo. O guru Droį¹ÄcÄrya tambĆ©m estava presente no campo de batalha, e como seria possĆvel para Arjuna derrotar o seu próprio mestre? Karį¹a era extremamente poderoso, possuindo uma kavaca, um escudo para proteger seu peito, e um kuį¹įøala, um brinco especial; enquanto tivesse esses objetos, ninguĆ©m poderia matĆ”-lo. AÅvatthÄma, o filho de Droį¹ÄcÄrya, recebeu a benção de viver nas quatro yugas ā Satya, TretÄ, DvÄpara e Kali-yuga ā, o que o tornou invencĆvel. Portanto, quem poderia derrotar os Kauravas?
Arjuna lamenta no campo de batalha
Senayoįø„ ubhayoįø„ madhyeĀ ā Arjuna disse a Kį¹į¹£į¹a: āQuero ver os dois exĆ©rcitos. Por favor, coloque minha quadriga no meio do campo de batalha para que eu possa ver os dois lados.ā Assim como no inĆcio de uma partida de futebol, quando sĆ£o apresentados os onze jogadores brasileiros e os onze argentinos para que todos identifiquem quem entrarĆ” em campo, Arjuna desejava ver quem estava ali. EntĆ£o, ele observou todos os seus parentes e se sentiu decepcionado: āTodos os meus parentes irĆ£o morrer!ā Arjuna tinha um certo ego: āEu tenho este arco GÄį¹įøÄ«va, e com ele, posso matar qualquer um. Mas como posso matar meu avĆ“ Bhīṣma PitÄmaha? Quando eu era crianƧa, me deitava em seu colo e ele me alimentava com arroz e leite. Como posso matar meu guru Droį¹ÄcÄrya, que me ensinou tudo sobre arquearia? Como posso matar todo o meu guru-vargaĀ (sucessĆ£o discipular) que estĆ” do lado oposto? Se eu atacar todos eles, e eles realmente morrerem, que benefĆcio terei? Ć verdade que assim eu conquistaria essa terra, mas ela estaria completamente manchada com o sangue deles. Muitas mulheres se tornariam viĆŗvas, muitas pessoas morreriam e todos sofreriam; haveria cremaƧƵes se dando em todas as direƧƵes.ā
Desse modo, Arjuna ficou viį¹£Äda, infeliz. Contudo, Kį¹į¹£į¹a o inspirou: āĆ Arjuna! VocĆŖ estĆ” pensando que irĆ” matar Bhīṣma PitÄmaha, Droį¹ÄcÄrya, Karį¹a e AÅvatthÄmÄ, mas tente entender que nĆ£o Ć© tĆ£o fĆ”cil vencĆŖ-los.ā O primeiro capĆtulo da Bhagavad-gÄ«tÄĀ chama-se Viį¹£Äda-yogaĀ e ele apresenta um panorama muito claro sobre tudo o que estĆ” acontecendo. Kį¹į¹£į¹a disse: āArjuna, ouƧa com atenção. VocĆŖ tem o direito de executar a ação, porĆ©m, a vitória ou a derrota nĆ£o estĆ” em suas mĆ£os. Acorde! Pare com essa lamentação! NĆ£o pense que vocĆŖ veio atĆ© aqui para se vingar! De fato, os Kauravas atearam fogo na casa dos PÄį¹įøavas, deram veneno para BhÄ«ma e tentaram despir DraupadÄ« diante de todos, mas nĆ£o pense que, ao derrotĆ”-los, se vingarĆ”. VocĆŖs vieram atĆ© aqui para estabelecer a Verdade Absoluta, o dharma.āĀ
āDuryodhana e Duįø„ÅÄsana sĆ£o a personificação do pecado, pÄpa-mÅ«rti, e estĆ£o protegidos por uma parede imensa e muito poderosa ā Bhīṣma PitÄmaha, Droį¹ÄcÄrya, Karį¹a e AÅvatthÄmÄ, que nĆ£o sĆ£o pessoas comuns. Primeiro Ć© preciso quebrar essa parede, pois se vocĆŖ nĆ£o os matar primeiro, como irĆ” derrotar Duryodhana e Duįø„ÅÄsana?ā EntĆ£o, Arjuna compreendeu a verdade: āEu nĆ£o posso derrotar o meu guru-vargaĀ ā isso Ć© impossĆvel! Agora, o que devo fazer e o que devo evitar? NĆ£o sei maisā¦ā Diante disso, Kį¹į¹£į¹a disse: āSimplesmente renda-se a Mim.ā Esta Ć© uma instrução poderosa da Bhagavad-gÄ«tÄ.
sarva-dharmÄn parityajya
mÄm ekaį¹ Åaraį¹aį¹ vraja
ahaį¹ tvÄį¹ sarva-pÄpebhyo
mokį¹£ayiį¹£yÄmi mÄ Åucaįø„
Bhagavad-gÄ«tÄĀ (18.66)
[āAbandone todas as variedades de religiĆ£o e simplesmente renda-se a Mim. Eu o libertarei de todas as reaƧƵes pecaminosas. NĆ£o tema.ā]
Kį¹į¹£į¹a diz: āAbandone todos os seus deveres e renda-se completamente a Mim.ā VocĆŖs podem pensar: āSe eu abandonar todos os meus deveres sociais, posso ir para o inferno.ā Mas Kį¹į¹£į¹a afirma: āEu sou BhagavÄn, a Suprema Personalidade de Deus. Renda-se a Mim e Eu o libertarei de todas as consequĆŖncias das suas atividades pecaminosas.ā No entanto, Ć© importante lembrar que muitas pessoas nĆ£o sabem realmente o que Ć© dharma, a verdade, e o que Ć© adharma, a inverdade.
O significado de dharma
Satyam vada satyam eva jayateĀ ā todas as glórias Ć verdade. Falem sempre a verdade, pois mentir Ć© adharma. Satyam Ć© a Verdade Absoluta, mas o que significa essa Verdade, e o que sĆ£o dharma e adharma?
tatraiva ÅrÄ«-bhagavad-vÄkyaį¹
maį¹-į¹iį¹ittaį¹ kį¹taį¹ pÄpaį¹
api dharmÄya kalpate
mÄm anÄdį¹tya dharmo 'pi
pÄpaį¹ syÄn mat-prabhÄvataįø„
Padma-PurÄį¹a; Hari-bhakti-vilÄsaĀ (110), de ÅrÄ«la SanÄtana GosvÄmÄ«pÄda
[āNo Padma PurÄį¹a, a Suprema Personalidade de Deus disse: āSe alguĆ©m peca por Minha causa, seus pecados se tornam atos piedosos. Mas se alguĆ©m se recusa a Me adorar, entĆ£o, pelo Meu poder, seus atos piedosos se tornam pecados.āā]
No MahÄbhÄrata, Kį¹į¹£į¹a explica que quem se rende completa e absolutamente a Ele, mesmo que cometa alguma pequena ação pecaminosa, ainda assim estĆ” agindo de acordo com o dharma. Por outro lado, alguĆ©m que realiza muitas atividades piedosas, mas nĆ£o se rende a Kį¹į¹£į¹a, estĆ”, na verdade, praticando adharma.
Proteger a vida de alguĆ©m Ć© bom ou nĆ£o Ć©? Um aƧougueiro mata animais, principalmente vacas. Isso Ć© correto? Imaginem que uma vaca conseguiu fugir de um aƧougueiro, e ele estĆ” correndo atrĆ”s dela. VocĆŖs, sendo pessoas piedosas e veganas, veem a cena. Após a vaca passar correndo, o aƧougueiro, que vinha alguns metros atrĆ”s, pergunta: āVocĆŖ viu minha vaca passar por aqui?ā O que vocĆŖs responderiam? Se ela correu para a direita, vocĆŖs diriam que foi para a esquerda. Salvar uma vida estĆ” alinhado com o dharma, mas mentir Ć© adharma. E agora? Quando vocĆŖs contam uma mentira para proteger uma vida, isso estĆ” de acordo com o dharma. Kį¹į¹£į¹a diz: āmaį¹-į¹iį¹ittaį¹ kį¹taį¹ pÄpaį¹ api dharmÄya kalpateĀ ā se vocĆŖ praticar uma atividade aparentemente pecaminosa por Minha causa, isso se torna dharma.ā Assim, a definição de dharma Ć©:
dharma-mÅ«laį¹ hi bhagavÄn
sarva-vedamayo hariįø„
smį¹taį¹ ca tad-vidÄį¹ rÄjan
yena cÄtmÄ prasÄ«dati
ÅrÄ«mad-BhÄgavatamĀ (7.11.7)
[āO Ser Supremo, a Personalidade de Deus, Ć© a essĆŖncia de todo o conhecimento vĆ©dico, a raiz de todos os princĆpios religiosos e a memória das grandes autoridades. Ć rei Yudhiį¹£į¹hira, este princĆpio da religiĆ£o se manifesta como uma evidĆŖncia. Com base nesse princĆpio religioso, tudo se satisfaz, inclusive a mente, a alma e atĆ© mesmo o corpo.ā]
Kį¹į¹£į¹a Ć© a fonte original de todo tipo de dharma. Ele diz: āA pessoa que nĆ£o se entrega a Mim, mas faz muitas atividades piedosas, estĆ” realizando adharma.ā No campo de batalha de Kurukį¹£etra, Kį¹į¹£į¹a observou como Yudhiį¹£į¹hira MahÄrÄja nunca mente. Ele instruiu Yudhiį¹£į¹hira: āDiga que AÅvatthÄmÄ morreu no campo de batalha!ā No entanto, Yudhiį¹£į¹hira respondeu: āKį¹į¹£į¹a, mas estou vendo que AÅvatthÄmÄ, o filho de Droį¹ÄcÄrya, estĆ” vivo. Como direi que ele abandonou seu corpo?ā Kį¹į¹£į¹a insistiu: āEstou pedindo que diga isso!ā Mas Yudhiį¹£į¹hira MahÄrÄja nĆ£o o fez.
Kį¹į¹£į¹a entĆ£o instruiu BhÄ«ma. Havia um elefante vindo em sua direção, e Kį¹į¹£į¹a falou para BhÄ«ma: āMate aquele elefante, cujo nome Ć© AÅvatthÄmÄ.ā BhÄ«ma obedeceu e matou o elefante. EntĆ£o, Kį¹į¹£į¹a disse: āYudhiį¹£į¹hira, agora vocĆŖ pode dizer que AÅvatthÄmÄ foi morto no campo de batalha.ā Assim sendo, Yudhiį¹£į¹hira MahÄrÄja anunciou: āaÅvatthÄmÄ hataįø„ hataįø„ naro vÄ kuƱjaraįø„!ā No entanto, quando Yudhiį¹£į¹hira pronunciou a palavra ānaraā informando que o elefante AÅvatthÄmÄ estava morto, Kį¹į¹£į¹a soprou Sua concha e nĆ£o foi possĆvel ouvir a palavra āelefanteā. Ao ouvir isso, Droį¹ÄcÄrya, que era o pai de AÅvatthÄmÄ, disse: āComo Ć© possĆvel que meu filho esteja morto? Mas se Yudhiį¹£į¹hira MahÄrÄja disse isso, essa Ć© a Verdade Absolutaā¦ā Naquele momento, Droį¹ÄcÄrya largou suas armas, e o irmĆ£o de DraupadÄ«, Dhį¹į¹£į¹adyumna, cortou sua cabeƧa. O MahÄbhÄrata estabelece que tudo que o Senhor Supremo diz Ć© a Verdade Absoluta. Por isso, na Bhagavad-gÄ«tÄ, Kį¹į¹£į¹a diz: āQuem foi morto? A ÄtmÄ (alma) Ć© eterna e transcendental. Ela nĆ£o morre.ā Esse Ć© o primeiro tipo de conhecimento da Bhagavad-gÄ«tÄ.Ā
Os conhecimentos presentes na Bhagavad-gÄ«tÄ
Se vocĆŖs pesquisarem toda a Bhagavad-gÄ«tÄ, observarĆ£o que ela contĆ©m 745 Ålokas (versos), porĆ©m apenas cinco tipos de conhecimento estĆ£o presentes nela. O primeiro Ć© o conhecimento geral, sÄdhÄraį¹a-jƱÄna; o segundo Ć© o conhecimento especializado, viÅeį¹£a-jƱÄna; o terceiro Ć© o conhecimento sobre o brahman, brahma-jƱÄna; e o quarto Ć© o conhecimento sobre a alma, Ätma-jƱÄna.
sarva-guhyatamaṠbhūyaḄ
Åį¹į¹u me paramaį¹ vacaįø„
iį¹£į¹o āsi me dį¹įøham iti
tato vakį¹£yÄmi te hitam
Bhagavad-gÄ«tÄĀ (18.64)
[āOuƧa mais uma vez o Meu ensinamento supremo, a mais secreta de todas as categorias de conhecimento. Como vocĆŖ Me Ć© queridĆssimo, Eu, pensando em seu benefĆcio, torno a falar-lhe disso.ā]
Por fim, o quinto Ć© o conhecimento mais elevado, o qual Kį¹į¹£į¹a explica para Arjuna. VocĆŖs podem estudar a Bhagavad-gÄ«tÄĀ por completo, nĆ£o tem problema algum, mas se aprenderem vinte e cinco versos especĆficos da GÄ«tÄ, isso serĆ” o suficiente, pois todo o tattva-siddhÄnta (conclusƵes filosóficas) estĆ” presente neles.
Se vocĆŖs tĆŖm muito conhecimento e o seu cĆ©rebro Ć© aguƧado, entĆ£o poderĆ£o aprender esses versos sem dificuldades, assim como meu Gurudeva, ÅrÄ«la BhaktivedÄnta VÄmana GosvÄmÄ« MahÄrÄja. Ele tinha um vasto conhecimento de todos os Vedas, PurÄį¹asĀ e Upaniį¹£ads, e sabia todos os versos de qualquer escritura. Por isso, todos os devotos, os GauįøÄ«ya Vaiį¹£į¹avas mais elevados, deram a ele o tĆtulo de ādicionĆ”rio GauįøÄ«yaā. Se vocĆŖs nĆ£o encontrassem um verso ou evidĆŖncia especĆfica das escrituras, era só perguntar para ele, pois ele indicava o local exato do verso na escritura correspondente. No quarto dele havia muitas escrituras sagradas. As pessoas lhe perguntavam se ele havia lido todos aqueles livros, e ele dizia que sim. Se vocĆŖ abrisse qualquer pĆ”gina e perguntasse o conteĆŗdo que havia nela, ele saberia.Ā
Certa vez, perguntei para ele: āGurudeva, quantos versos vocĆŖ sabe?ā Ele respondeu: "Se eu falar sem parar por sete dias e sete noites, sem dormir, ainda assim nĆ£o conseguirei dizer tudo o que sei." Seu poder de memória, smaraį¹a-Åakti, era maravilhoso. Ele dizia: āEsse Åloka veio deste livro, desta edição e foi publicado por essa editora.ā Quando perguntamos, por exemplo, de qual capĆtulo da Bhagavad-gÄ«tÄĀ Ć© determinado verso, pode ser muito difĆcil se lembrar. Mas meu Gurudeva tinha acesso ao conhecimento completo dos Vedas, PurÄį¹as e Upaniį¹£ads. Os versos danƧavam na lĆngua dele.Ā
Portanto, se vocĆŖs tiverem um cĆ©rebro igual ao do meu Gurudeva, aproveitem e aprendam. VocĆŖs abrirĆ£o uma pĆ”gina e tudo virĆ” para os seus coraƧƵes. O cĆ©rebro de algumas pessoas Ć© muito aguƧado. No entanto, se vocĆŖs nĆ£o conseguem aprender todos os Ålokas, vinte e cinco versos da Bhagavad-gÄ«tÄĀ serĆ£o o suficiente. Conforme falei anteriormente, existem cinco tipos de conhecimento na Bhagavad-gÄ«tÄ, e cada um desses temas possui cinco versos essenciais, totalizando vinte e cinco versos. Quando aprendĆŖ-los, vocĆŖs poderĆ£o responder qualquer tipo de pergunta.
Na Bhagavad-gÄ«tÄ, Ć© possĆvel encontrar todos os tipos de doutrinas. Qualquer pergunta que surgir em sua mente, vocĆŖs poderĆ£o sanĆ”-la acessando os versos da GÄ«tÄ. Quantos versos vocĆŖs tĆŖm que aprender? Vinte e cinco versos, nem mais nem menos. Isso Ć© o suficiente ā 100% garantido.Ā
NaĀ GÄ«tÄ, as seguintes categorias de conhecimento estĆ£o presentes: Ätma-jƱÄna, conhecimento sobre a alma; sÄdhÄraį¹a-jƱÄna, conhecimento geral; viÅeį¹£a-jƱÄna, conhecimento especial; brahma-jƱÄnaĀ e guhya-jƱÄna, conhecimento confidencial; guhyatama-jƱÄna, o conhecimento mais confidencial e sarva-guhyatamaį¹ bhÅ«yaįø„ Åį¹į¹u me paramaį¹ vacaįø„, o conhecimento secretĆssimo. Muita gente diz que Kį¹į¹£į¹a Ć© o maior dos polĆticos, mas isso nĆ£o Ć© verdade. Na ÅrÄ«madĀ Bhagavad-gÄ«tÄ, nĆ£o Ć© papel de Kį¹į¹£į¹a desempenhar um papel polĆtico, mas sim estabelecer a Verdade Absoluta Suprema. Por isso, Ele diz:
yada yada hi dharmasya
glanir bhavati bharata
abhyuttanam adharmasyaĀ
tadatmanan srjamy aham
Bhagavad-gÄ«tÄĀ (4.7)
[āSempre e onde quer que haja um declĆnio na prĆ”tica religiosa, ó descendente de Bharata, e uma ascensĆ£o predominante de irreligiĆ£o ā aĆ entĆ£o Eu próprio descendo.ā]
paritrÄį¹Äya sÄdhÅ«nÄį¹
vinÄÅÄya ca duį¹£kį¹tÄm
dharma-saį¹sthÄpanÄrthÄya
sambhavÄmi yuge yuge
Bhagavad-gÄ«tÄĀ (4.8)
[āPara libertar os piedosos e aniquilar os descrentes, bem como para restabelecer os princĆpios da religiĆ£o, Eu mesmo venho, milĆŖnio após milĆŖnio.ā]
Isso Ć© muito importante e nĆ£o tem nada a ver com diplomacia e polĆtica. Ele veio estabelecer a Verdade Absoluta e Suprema, satyaį¹ eva. Por que estou dizendo tudo isso? Porque Kį¹į¹£į¹a falou para Arjuna: āVocĆŖ veio atĆ© aqui para estabelecer a Verdade Absoluta.ā
Yudhiį¹£į¹hira MahÄrÄja se considerava o protetor do dharma, mas Kį¹į¹£į¹a disse: āEu sou o protetor do dharma.ā Yudhiį¹£į¹hira MahÄrÄja, no entanto, nĆ£o seguiu a instrução de Kį¹į¹£į¹a, e por essa razĆ£o, ele sofreu um pouco. Da mesma forma, se vocĆŖs nĆ£o seguirem a instrução do Senhor, que Ć© a personificação do dharma, sofrerĆ£o.
yatra gÄ«tÄ-vicÄraÅ ca paį¹hanaį¹ pÄį¹hanaį¹ tathÄ
modate tatra ÅrÄ«-kį¹į¹£į¹o bhagavÄn rÄdhayÄ saha
ÅrÄ« Vaiį¹£į¹avÄ«ya-tantra-sÄraĀ (43)
[āCom supremo ĆŖxtase, o Senhor Supremo ÅrÄ« Kį¹į¹£į¹a e Sua divina consorte, ÅrÄ« RÄdhikÄ, estĆ£o graciosamente presentes onde quer que a concepção da escritura da GÄ«tÄĀ seja discutida, estudada e ensinada.ā]
gÄ«tÄ me hį¹dayaį¹ pÄrtha gÄ«tÄ me sÄram uttamam
gÄ«tÄ me jƱÄnam atyugraį¹ gÄ«tÄ me jƱÄnam avyayam
ÅrÄ« Vaiį¹£į¹avÄ«ya-tantra-sÄraĀ (44)
[āO Senhor Supremo disse: āĆ PÄrtha, a GÄ«tÄĀ Ć© o Meu coração, a GÄ«tÄ Ć© a Minha essĆŖncia suprema, e a GÄ«tÄ Ć© o conhecimento mais poderoso e imperecĆvel sobre Mim.āā]
Vejam quĆ£o poderosa Ć© a Bhagavad-gÄ«tÄ. Se vocĆŖs glorificarem, ouvirem e lerem a GÄ«tÄ, o próprio Kį¹į¹£į¹a, com Sua potĆŖncia interna ÅrÄ«matÄ« RÄdhikÄ, aparecerĆ” diante de vocĆŖs. A GÄ«tÄĀ nĆ£o Ć© um livro comum, ela Ć© uma vibração transcendental. Se vocĆŖs lerem um pouquinho da GÄ«tÄĀ todos os dias, alcanƧarĆ£o a autorrealização. Nela, especialmente bhakti-yoga foi estabelecida por Kį¹į¹£į¹a.
man-manÄ bhava mad-bhakto
mad-yÄjÄ« mÄį¹ namaskuru
mÄm evaiį¹£yasi yuktvaivam
ÄtmÄnaį¹ mat-parÄyaį¹aįø„
Bhagavad-gÄ«tÄĀ (9.34)
[āOcupe sua mente em pensar sempre em Mim, torne-se Meu devoto, ofereƧa-Me reverĆŖncias e Me adore. Estando absorto por completo em Mim, com certeza vocĆŖ virĆ” a Mim.ā]
Esse verso Ć© muito importante. A ÅrÄ«mad Bhagavad-gÄ«tÄĀ Ć© essencial na nossa vida espiritual. A Bhagavad-gÄ«tÄĀ nĆ£o Ć© uma obra mitológica, mas sim um conhecimento prĆ”tico que proporciona a autorrealização, transcendendo castas, raƧas e quaisquer outras designaƧƵes. Todos podem ler a Bhagavad-gÄ«tÄ. NĆ£o pensem que a Bhagavad-gÄ«tÄĀ Ć© apenas um livro religioso dos hindus, porque isso nĆ£o Ć© verdade. O próprio Kį¹į¹£į¹a estabeleceu a GÄ«tÄĀ ā este Ć© um granthaĀ (escritura) poderosĆssimo! Portanto, todos devem lĆŖ-lo.
NĆ£o irei tomar mais do tempo de vocĆŖs. AgradeƧo a gentileza por me darem a chance de falar esse hari-kathÄ. Aqui hĆ” muitos devotos, e vocĆŖs devem ficar inspirados em sua vida espiritual. Todos os dias, leiam a Bhagavad-gÄ«tÄĀ e preguem-na para todos. Este Ć© o ensinamento de ÅrÄ« Caitanya MahÄprabhu. O Senhor Caitanya afirmou que, nesta era de Kali-yuga, nĆ£o hĆ” outro caminho para alcanƧar o Senhor alĆ©m do cantar dos santos nomes.
harer nÄma harer nÄma
harer nÄmaiva kevalam
kalau nÄsty eva nÄsty eva
nÄsty eva gatir anyathÄ
ÅrÄ« Caitanya-caritÄmį¹taĀ (Madhya-lÄ«lÄĀ 6.242)
[āNesta era de brigas e hipocrisia, o Ćŗnico meio de libertação Ć© o canto dos santos nomes do Senhor. NĆ£o hĆ” outro caminho. NĆ£o hĆ” outro caminho. NĆ£o hĆ” outro caminho.ā]
Nesta era de Kali, não existe nenhum outro método para se alcançar a morada do Senhor além do cantar dos santos nomes. O Senhor investiu toda a Sua potência nos Seus santos nomes, e o santo nome dEle é mais elevado do que Ele mesmo.
Hari se baįøÄ hari kÄ nÄmaĀ ā o santo nome Ć© mais elevado que o próprio ÅrÄ« Hari. NĆ£o existe nenhuma regra para cantĆ”-lo; pode ser ao meio-dia, Ć meia-noite, a qualquer momento! Se vocĆŖs o cantarem, seus coraƧƵes ficarĆ£o muito contentes. Portanto, cantem os santos nomes e sejam felizes!
O significado do mahÄ-mantra Hare Kį¹į¹£į¹a
āHareā significa ÅrÄ«matÄ« RÄdhikÄ, pois, em sĆ¢nscrito, o nome original dāEla Ć© HarÄ. No entanto, no vocativo, quando vocĆŖ chama ÅrÄ«matÄ« RÄdhikÄ, o nome HarÄ se transforma em Hare ā e por essa razĆ£o, cantamos āHareā.
Kį¹į¹£į¹asya mano haratÄ«ti harÄ rÄdhÄ, tasyÄįø„ saį¹bodhane he hareĀ ā āÅrÄ«matÄ« RÄdhikÄ, que rouba a mente de ÅrÄ« Kį¹į¹£į¹a, Ć© chamada de HarÄ. Ela Ć© invocada como: āHe Hare!āā ÅrÄ«matÄ« RÄdhikÄ rouba o coração de Kį¹į¹£į¹a com Sua belĆssima forma e atividades. JĆ” Kį¹į¹£į¹a vem de ākį¹į¹£-dhÄtuā, a raiz verbal āatrairā, pois Ele atrai todos os seres vivos aos Seus pĆ©s de lótus. Por isso, nós cantamos:
Hare Kį¹į¹£į¹a Hare Kį¹į¹£į¹a
Kį¹į¹£į¹a Kį¹į¹£į¹a Hare Hare
Hare RÄma Hare RÄma
RÄma RÄma Hare Hare
O nome āRÄmaā vem de āramayati iti rÄmaā,Ā que significa āKį¹į¹£į¹a estĆ” sempre brincando com ÅrÄ«matÄ« RÄdhikÄā ā daĆ de Seu nome ser RÄma. Por essa razĆ£o, cantamos: āmero rÄdhÄ-ramaį¹a giridhÄrÄ«, giridhÄrÄ« syÄma vana bariā. O nome de Kį¹į¹£į¹a Ć© Ramaį¹a BihÄrÄ«, pois Ele sempre estĆ” brincando com ÅrÄ«matÄ« RÄdhikÄ. Assim, lembre-se sempre destes 16 nomes ou 32 sĆlabas. Nesta Kali-yuga, o Ćŗnico meio de alcanƧar o Senhor Ć© pelo cantar do mahÄ-mantra.
Quando estes santos nomes se manifestarem em sua lĆngua, todos os seus pecados serĆ£o destruĆdos. Mas para isso, sigam os quatro princĆpios. Nessa Kali-yuga, nós nĆ£o conseguimos realizar sacrifĆcios e austeridades. Todavia, siga os quatro princĆpios, que sĆ£o: 1) nĆ£o comer carne, peixe e ovos; 2) nĆ£o se intoxicar; 2) nĆ£o fazer sexo fora do casamento; e 4) nĆ£o jogar jogos de azar.
TambĆ©m tenham compaixĆ£o e amor por todos os seres vivos. NĆ£o matem nenhum ser vivo. NĆ£o matem nenhum animal. DĆŖem amor e carinho a todos os seres. NĆ£o comam carne, peixe, ovos, alho e cebola, e sejam compassivos com os animais. Isso Ć© muito importante, pois o Senhor nos deu esse cĆ©rebro para diferenciar o certo do errado. Portanto, cantem os santos nomes, sigam os quatro princĆpios, dĆŖem afeto a todos os seres vivos, e assim, suas vidas serĆ£o bem-sucedidas.
Tentem se tornar vegetarianos, mas faƧam tudo passo a passo, com calma. Se o bambu Ć© muito comprido, por exemplo, em um Ćŗnico dia vocĆŖs nĆ£o conseguem dobrĆ”-lo. Quando o bambu ainda estĆ” verde, Ć© fĆ”cil dobrĆ”-lo. No entanto, quando esse mesmo bambu estĆ” muito seco e velho, ele acaba quebrando com facilidade. Contudo, se vocĆŖs torcerem o bambu aos poucos todos os dias, ele acabarĆ” dobrando. Similarmente, devagar, passo a passo, tentem se tornar vegetarianos, mas nĆ£o adianta forƧar. Comecem aos poucos. NĆ£o Ć© bom assim?Ā
Ć necessĆ”rio dar amor, carinho e compaixĆ£o aos outros; sem isso, a vida Ć© inĆŗtil. Assim, pouco a pouco, cantem harinÄmaĀ e faƧam bhajana e sÄdhana, porque esse corpo humano Ć© muito raro. NĆ£o hĆ” garantia de que, no próximo nascimento, vocĆŖs terĆ£o um corpo humano, mas se seguirem esses quatro princĆpios e cantarem os santos nomes, terĆ£o isso 100% garantido.
NityÄnanda Prabhu fez uma promessa de mĆ£os erguidas: āYatheį¹£į¹aį¹ re bhrÄtaįø„! kuru hari-hari-dhvÄnam aniÅaį¹Ā ā Ć meus irmĆ£os e irmĆ£s, estou prometendo a vocĆŖs e fazendo um voto de que, se cantarem os doces santos nomes āHare Kį¹į¹£į¹a Hare Kį¹į¹£į¹a, Kį¹į¹£į¹a Kį¹į¹£į¹a Hare Hare, Hare RÄma Hare RÄma, RÄma RÄma Hare Hareā, na próxima vida alcanƧarĆ£o a morada eterna do Senhor Supremo.ā No entanto, vocĆŖs devem prestar muita atenção para nĆ£o cometer as dez ofensas ao santo nome, nÄma-aparadha.Ā
A primeira nÄma-aparÄdhaĀ Ć©: nunca critique o sÄdhuĀ (santo). Se vocĆŖs criticarem a pessoa santa, perderĆ£o tudo. Gurudeva disse: āQuem critica o sÄdhuĀ nĆ£o Ć© nem mesmo considerado um ser humano.ā Jamais critique a pessoa santa, pois isto Ć© sÄtÄį¹-nindÄ.
A segunda nÄma-aparÄdhaĀ Ć©: nunca pense que o nome de Åiva Ć© igual ao nome de Kį¹į¹£į¹a. ÅrÄ« Kį¹į¹£į¹a Ć© a Suprema Personalidade de Deus, e ÅivajÄ« Ć© Seu sevaka (servo). O Senhor Åiva Ć© o melhor dos devotos do Senhor, vaiį¹£į¹avÄnÄį¹ yathÄ Åambhuįø„. Assim, nós devemos respeitĆ”-lo como o maior dos Vaiį¹£į¹avas.
A terceira nÄma-aparÄdhaĀ Ć©: nunca desonre o guru, guror avajƱÄ. Cante os santos nomes e sua vida serĆ” bem-sucedida. TamasoĀ mÄ jyotir gamayaĀ ā nĆ£o vĆ” para mÄyÄ. Por favor, nĆ£o vĆ” em direção a mÄyÄ, e pare de conversas paralelas. Venham para a luz. Quando alguĆ©m estĆ” falando hari-kathÄĀ e vocĆŖs ficam conversando paralelamente, isso Ć© desonra. VocĆŖs estĆ£o desonrando o Senhor que estĆ” presente na forma do hari-kathÄ. Essa palestra Ć© o próprio ÅrÄ« Hari. Assim, por favor, cantem os santos nomes e sejam felizes.
Vejam, este belĆssimo ÅrÄ« Caitanya MahÄprabhu veio atĆ© aqui! [ÅrÄ«la Gurudeva aponta para a Deidade de MahÄprabhu]. Ele Ć© a personificação da munificĆŖncia e da magnanimidade, e estĆ” dando bĆŖnçãos para todos com a Sua mĆ£o erguida.Ā
Bolo ÅacÄ«nandana GaurahariĀ kÄ« jaya!Ā
Jaya jaya ÅrÄ« RÄdhe!
Agora, tomem mahÄ-prasÄdaĀ e voltem para suas casas. AmanhĆ£, haverĆ” mais hari-kathÄ.
Perguntas e respostas
[Um convidado se aproxima de ÅrÄ«la Gurudeva para agradecer a oportunidade de estar presente naquela aula e faz as seguintes perguntas:]
Convidado:Ā Os vinte e cinco versos da Bhagavad-gÄ«tÄĀ para decorar sĆ£o especĆficos ou sĆ£o versos que tocam meu coração?
ÅrÄ«la Gurudeva:Ā SĆ£o vinte e cinco versos especĆficos, e todo o tattva-siddhÄntaĀ (conclusƵes filosóficas) estĆ” presente neles. Mas primeiro, tente ler todos os ÅlokasĀ da Bhagavad-gÄ«tÄ. VocĆŖ precisa aprender especificamente esses vinte e cinco versos, mas nĆ£o Ć© para ignorar os outros e aprender somente estes. Contudo, nos vinte e cinco versos, vocĆŖ encontrarĆ” respostas especĆficas. Toda a filosofia estĆ” presente na GÄ«tÄ.
Darei um exemplo. HĆ” quem fale: āTudo vem da natureza; mas quem plantou as Ć”rvores da floresta? Quem plantou no alto da montanha? Por acaso isso Ć© automĆ”tico?ā As pessoas dizem isso, nĆ£o dizem? Mas existem vĆ”rios tipos de insetos que surgem da terra. Quando o esterco da vaca estĆ” velho, fica cheio de bichinhos. De onde vieram esses bichinhos? As pessoas dizem: āIsso vem da natureza, prakį¹ti. A natureza Ć© quem faz tudo, e isso Ć© prakį¹ti-bhata.ā No entanto, a ÅrÄ«mad Bhagavad-gÄ«tÄĀ diz que prakį¹ti, a natureza, nĆ£o pode fazer nada por conta própria.
mayÄdhyakį¹£eį¹a prakį¹tiįø„
sÅ«yate sa-carÄcaram
hetunÄnena kaunteya
jagad viparivartate
Bhagavad-gÄ«tÄĀ (9.10)
[āĆ filho de KuntÄ«, orientada por Mim, Minha mÄyÄ-Åakti (potĆŖncia externa) dĆ” Ć luz a manifestação cósmica com seus seres vivos móveis e imóveis. Por essa razĆ£o, o mundo material passa por ciclos repetidos de criação.ā]
Kį¹į¹£į¹a disse: āDe acordo com a Minha orientação, a natureza cria todas as coisas.ā Eu nĆ£o quero falar muito, mas as pessoas frequentemente utilizam a palavra āautomĆ”ticoā. No entanto, no universo nĆ£o existe nada automĆ”tico. VocĆŖ estĆ” deitado na sua cama, por exemplo, e a sua TV estĆ” ligada. Seu filho lhe pergunta: āPai, como essa TV funciona?ā Na sua mĆ£o estĆ” o controle remoto, mas a crianƧa nĆ£o viu que era o controle quem fazia a televisĆ£o funcionar. EntĆ£o, vocĆŖ responde a ela: āA TV Ć© automĆ”ticaā, mas nĆ£o, ela nĆ£o Ć© automĆ”tica.Ā
Nós falamos āporta automĆ”ticaā, mas ela nĆ£o Ć© automĆ”tica coisa nenhuma. Por que a porta abre automaticamente? Porque tem um sensor, um aparelho eletrĆ“nico, que Ć© instalado na porta para sentir a presenƧa e abrir. No entanto, se vocĆŖ retirar esse dispositivo eletrĆ“nico, a porta deixa de ser automĆ”tica. A ciĆŖncia estĆ” muito avanƧada, e por isso, tudo parece ser automĆ”tico. Contudo, hĆ” sempre alguĆ©m por trĆ”s controlando tudo.Ā
Como uma empresa funciona? HĆ” sempre um diretor, funcionĆ”rios e equipes, mas o direcionamento vem do CEO da empresa. Ele ordena e todos executam. Assim, Kį¹į¹£į¹a falou exatamente isso na Bhagavad-gÄ«tÄ: āmayÄdhyakį¹£eį¹a prakį¹tiįø„, sÅ«yate sa-carÄcaram ā Eu Sou o Controlador Supremo. Eu controlo todas as coisas que acontecem, Ć s vezes de forma direta, Ć s vezes de forma indireta.āĀ Leia toda a Bhagavad-gÄ«tÄ, pois tudo estĆ” lĆ” ā tanto a ciĆŖncia material quanto a ciĆŖncia espiritual. Por essa razĆ£o, leia-a.
Convidado:Ā Estou lendo a Bhagavad-gÄ«tÄ hĆ” quase um ano. Gostaria de saber quais sĆ£o os vinte e cinco versos que nós devemos decorar.
ÅrÄ«la Gurudeva: Fale comigo pelo Skype e eu lhe direi. NĆ£o direi esses versos para qualquer pessoa; direi apenas para quem quer aprendĆŖ-los. SenĆ£o, as pessoas dirĆ£o: āNĆ£o lerei o restante da GÄ«tÄ, lerei somente estes versos e jĆ” Ć© o suficiente.ā Mas nĆ£o Ć© bem assim. Todas as filosofias e conclusƵes filosóficas, tattva-siddhÄnta, estĆ£o presentes na Bhagavad-gÄ«tÄ.
Com os versos da GÄ«tÄ, vocĆŖ pode, por exemplo, derrotar a filosofia impersonalista, que Ć© a filosofia das pessoas que dizem: āEu sou Brahman, eu sou Deus.ā VocĆŖ nĆ£o Ć© Deus, vocĆŖ pertence a Deus. A GÄ«tÄ afirma que aqueles que dizem que sĆ£o Deus irĆ£o sofrer. A BĆblia tambĆ©m afirma isso. Jesus nunca disse: āEu sou Deus.ā Ele disse: āEu sou filho de Deus ā Ele Ć© meu Pai, e eu sou Seu filho.āĀ
Deus Ć© amor, e amor Ć© Deus. Deus Ć© a Personificação do Amor Divino. A BĆblia e a Bhagavad-gÄ«tÄĀ dizem exatamente a mesma coisa ā somente a maneira de dizer Ć© diferente, mas o conteĆŗdo Ć© igual. Se vocĆŖ ler a GÄ«tÄ, a BĆblia e o ÅrÄ«mad-BhÄgavatam, verĆ” como sĆ£o iguais. Ć como diz um ditado popular: āEstes sĆ£o o mesmo vinho, mas em garrafas diferentes.ā
As escrituras vĆ©dicas dizem āahiį¹sÄ paramo dharmaįø„Ā ā a nĆ£o violĆŖncia Ć© a maior virtude.ā E a BĆblia diz: āNĆ£o matarĆ”s. DĆŖ amor e carinho a todos os seres vivos. A compaixĆ£o Ć© a maior virtude. Seja compassivo com todos.ā A mensagem da BĆblia Ć© a mesma que āahiį¹sÄ paramo dharmaįø„ā, porĆ©m dita de maneira diferente. No entanto, as pessoas materialistas interpretam esses ensinamentos visando a sua própria satisfação. Quem vocĆŖ ama?
Convidado:Ā Deus.
ÅrÄ«la Gurudeva:Ā Deus ainda estĆ” muito distante. Quem vocĆŖ ama na sua casa?
Ā
Convidado: Minha esposa.
ÅrÄ«la Gurudeva:Ā VocĆŖ tem cachorro?
Convidado:Ā Sim.
ÅrÄ«la Gurudeva: VocĆŖ mataria seu cachorro?Ā
Convidado: NĆ£o, porque eu o amo.
ÅrÄ«la Gurudeva:Ā Se vocĆŖ ama alguĆ©m, vocĆŖ nĆ£o a mata, simples assim. Por isso, amor Ć© Deus e Deus Ć© amor. Deus mora no coração de todo ser vivo. O mesmo Deus que mora no seu coração, no coração de sua esposa e dos seus filhos e filhas, tambĆ©m mora no coração do cachorrinho. Desse modo, como vocĆŖ irĆ” matĆ”-lo?
DĆŖ amor para todos. Primeiro, ame a Deus, e depois ame a todos. Isso Ć© simples. Deus Ć© amor e amor Ć© Deus. O Senhor Ć© a Personificação do Amor Divino ā prema-mayÄ« bhagavÄn. Isso estĆ” descrito nas escrituras vĆ©dicas, nos Vedas, PurÄį¹asĀ e Upaniį¹£ads.
Esse assunto Ć© muito interessante. A GÄ«tÄĀ e a BĆblia dizem a mesma coisa. Kį¹į¹£į¹a diz que quem afirma que Ele nĆ£o possui forma Ć© um ofensor, aparÄdhÄ«. Kį¹į¹£į¹a diz: "Como alguĆ©m pode dizer que Eu nĆ£o tenho forma? Eu falo, portanto, como nĆ£o tenho forma?" Uma pessoa fala porque tem uma boca, nĆ£o Ć© mesmo? VocĆŖ caminha; isso significa que vocĆŖ possui pernas. ApÄį¹i-pÄdo javano grahÄ«tÄ (ÅvetÄÅvatara Upaniį¹£adĀ 3.19) ā quando Ć© dito que Deus anda, mas nĆ£o possui pernas, significa que Ele nĆ£o possui pernas materiais, mas sim transcendentais. A GÄ«tÄĀ explica tudo isso. Esse tipo de conhecimento chama-se conhecimento geral.Ā
Primeiramente, Ć© necessĆ”ria uma aula de etiqueta, a qual ensina como respeitar a todos, como se sentar, falar e andar apropriadamente, etc. VocĆŖ precisa aprender tudo isso. Os animais nĆ£o aprendem a comer e a dormir apropriadamente ā no mesmo lugar em que defecam, eles se deitam e dormem. Contudo, nós, que somos seres humanos, seguimos determinadas regras de etiqueta. Todos os dias, tomamos trĆŖs banhos por dia, ou dois se estiver muito frio. Eu abro uma exceção para vocĆŖs. Ćs vezes, eu mesmo tomo banho duas vezes por dia. Mas quantas vezes os animais tomam banho? Nunca. Ocasionalmente, se vocĆŖ os colocar na Ć”gua, eles tomarĆ£o banho, mas nĆ£o serĆ” por vontade própria. Nós, no entanto, sendo seres humanos, temos o poder de discernir ā o poder de saber o que Ć© bom e o que Ć© ruim.
tasmÄc chÄstraį¹ pramÄį¹aį¹ te
kÄryÄkÄrya-vyavasthitau
jƱÄtvÄ ÅÄstra-vidhÄnoktaį¹
karma kartum ihÄrhasi
Bhagavad-gÄ«tÄĀ (16.24)
[āPortanto, em se tratando do que se deve e do que nĆ£o se deve fazer, o ÅÄstraĀ Ć© a Ćŗnica autoridade. Sendo assim, mantendo-se consciente daquilo que o ÅÄstra lhe ensina a respeito de seus próprios deveres, aja simplesmente como instrumento.ā]
Na GÄ«tÄ, Kį¹į¹£į¹a diz para Arjuna: āO que vocĆŖ deve ou nĆ£o fazer, consta prescrito nas escrituras.ā O primeiro passo, portanto, Ć© a etiqueta Vaiį¹£į¹ava. Esse Ć© o primeiro tipo de conhecimento a se adquirir, chamado de conhecimento geral, sÄdhÄraį¹a-jƱÄna. Depois disso, vocĆŖ vai acessar o conhecimento especial, viÅeį¹£a-jƱÄna, que afirma que nós nĆ£o somos esse corpo, mas sim a alma. Esse corpo só funciona porque a alma estĆ” dentro dele.
Hoje, em ItajaĆ, nós estĆ”vamos caminhando na praia, e avistamos dois peixes grandes, mortos na areia, sem se mover. Anteriormente, eles estavam se movendo e nadando na Ć”gua; mas se o corpo ainda existe, por que eles nĆ£o estĆ£o mais se movendo? Porque a alma, ÄtmÄ, nĆ£o estĆ” mais ali. Kį¹į¹£į¹a disse para Arjuna: āTodos aqueles que nascem, morrem.ā
jÄtasya hi dhruvo mį¹tyur
dhruvaį¹ janma mį¹tasya ca
tasmÄd aparihÄrye ārthe
na tvaį¹ Åocitum arhasi
Bhagavad-gÄ«tÄĀ (2.27)
[āPara aquele que nasce, a morte Ć© certa, e após a morte, ele voltarĆ” a nascer. Portanto, no inevitĆ”vel cumprimento de seu dever, vocĆŖ nĆ£o deve se lamentar.ā]
Kį¹į¹£į¹a disse: āTodos que nascem, um dia irĆ£o morrer.ā Posteriormente, nós podemos falar mais sobre isso, pois agora jĆ” sĆ£o quase onze horas. Entre em contato comigo pelo Skype ou venha comigo para Matinhos. Mas nĆ£o estou dizendo para vocĆŖ renunciar e abandonar a sua esposa. NĆ£o Ć© isso que eu estou dizendo. Isso deixaria a sua esposa brava. Entre em contato comigo pelo Skype e leia aĀ Bhagavad-gÄ«tÄ. VocĆŖ precisa seguir os quatro princĆpios e cantar os santos nomes, pois dessa forma, alcanƧarĆ” a autorrealização.
Os assuntos espirituais nĆ£o sĆ£o somente teorias ā eles precisam ser prĆ”ticos. A ciĆŖncia possui dois significados: o teórico e o prĆ”tico. E Ć© por meio da prĆ”tica que a autorrealização Ć© alcanƧada.
Gaura PremÄnande!
Hari Haribol!
Transcrição:Ā Caitanya-sundarÄ« devÄ« dÄsÄ« (MS)
Edição:Ā Kį¹į¹£į¹a-jÄ«vanÄ« devÄ« dÄsÄ« (GO), Taruį¹Ä«-gopÄ« dÄsÄ« (SP) e Gaurahari dÄsa (SP)
RevisĆ£o:Ā Acyuta-priyÄ devÄ« dÄsÄ« (SP)
DiacrĆticos: Gaura-gopÄla dÄsa (SP)
Colaboração: Madana-gopÄla dÄsa (SC) e PremÄnanda dÄsa (Espanha)
Ilustração:Ā ÅrÄ«matÄ« ÅyÄmarÄį¹Ä« dÄ«dÄ«